Não temos outro remédio a não ser adaptarmos-nos ao tempo .
Nunca ninguém nos disse que iria ser sempre fácil... A não ser naqueles dias em que fomos iludidos com a juventude.
E é no desanimo ou na revolta sentidas que atitudes terão de ser tomadas, a diferença é que com a idade torna-se mais rápido o tempo de reflexão entre o pensar o escolher e depois agir.
É monótono pensar na aceitação em pleno de toda a pedra, ou adversidade, que esteja no nosso percurso de vida , prefiro apreciá-la ver a sua forma e perceber porque não a quero lá , mas pego nela e observo as suas formas e texturas . Tento também não as levar comigo , talvez com o tempo consiga fazer com que o caminho seja pavimentado por elas , talvez até ornamentado com as pedras da vida.
Tenho medo de parar. Não de morrer porque acho que a morte é apenas uma meta , a corrida pode ter acabado, mas continuamos a existir doutra forma, não sabemos é com tanta certeza para onde vamos.
Às vezes nem damos conta que parámos ... e custa-me a resignação ... porque observo umas vezes pelos olhos , outras pelas atitudes cíclicas de pessoas e são tantas as pessoas sem brilho interior, são tantas as gentes que se esqueceram para o que vieram , e é certo , por vezes , deparamos-nos com becos , iludidos por algum brilho ou por alguém.
Cabe a nós lembrar daquilo que verdadeiramente nos motiva e ao mesmo tempo cativa.
E é com estes pensamentos lógicos e até óbvios mas pensados e compreendidos , pé ante pé , que saio da ilusão que me demoveu por um bocadinho e volto novamente ao percurso inicial, àquele que escolhi desde criança, enterro as pedras no chão e com arte e algum engenho... ergo-me, sacudo a poeira , observo as cicatrizes das minhas feridas e continuo , é de longe o caminho mais longo que já percorri, e quando chegar ao fim só espero que me lembre de todas as pedras que serviram para testar a minha fé, e que só serviram para me lembrar de que faço tudo pelos que amo, até desvios ...
Egoísta num sentido, altruísta em qualquer sentido, basta esse altruísmo ser merecido...Porque o alento que me dá de ver os outros felizes é o meu impulso.
:)
